Manifesto Bad bad Maria | Conceito de casamento alternativo

Photo by Catarina Inácio

 

Manifesto Bad Bad Maria

 

Amor, Honestidade, Liberdade, Equidade, Estética, Design, Humildade, Alegria

Cresci numa terra pequena que fica a uma hora de Lisboa. Vivi uma infância não muito feliz e uma juventude presa a crenças e costumes que não partilho. Daí talvez sinta um amor tão grande pela diferença e pela liberdade. A liberdade para mim sempre foi um dos maiores bens. O amor pelas pessoas também cresceu cedo em mim e, por isso, me dediquei ao ensino e me apaixonei pelas viagens e por África. Macau - não, nunca pensei muito em Macau, foi o acaso que nos juntou e embora seja a minha maior relação de amor-ódio, estou-lhe imensamente grata por tudo o que me trouxe até aqui! Acho que foi Macau que me acentuou o gosto por ser diferente. Numa terra onde o respeito pelo outro vale pouco e em que os comportamentos são iguais, era fácil ser diferente. Enquanto ensinava na Escola Portuguesa, como professora de 1º ciclo, fui uns tempos para Moçambique relembrar o meu primeiro ano de ensino em Angola, onde já tinha estado, mas desta vez da maneira como sempre sonhei, com uma missão. Voltei a Macau, e passados dois anos, e com 10 anos de ensino, achei que era altura de começar um novo sonho: o Bad Bad Maria. Começou por ser uma empresa de Festas e Artesanato, mas sempre com o objectivo nos casamentos.

Quis o destino que em 2017 trouxesse o Bad Bad Maria para Lisboa e começasse assim uma das maiores aventuras da minha vida. Para além de me dedicar aos casamentos, investi num blog completamente dedicado a casamentos alternativos, diferentes. E com este, nasce uma nova missão: mostrar que o casamento não é uma instituição, é sim uma celebração onde juntamos todos os que nos são queridos e celebramos os amores das nossas vidas com eles, sem protocolo, sem regras instituídas – sendo apenas o casamento aquilo que os casais quiserem, sendo também esta celebração um prolongamento das suas personalidades e vidas.

Quando me perguntam o que é isso de um casamento alternativo, respondo: é o que vocês quiserem. A verdade é que para mim o casamento com a fórmula: igreja - fotografias - quinta - festa -  já não faz muito sentido – dá sempre aquela sensação da formatação que se repete e que pouco tem que ver com crenças, mas mais com a repetição do que os outros fazem. Tal acontece também muito por falta de conhecimento, de partilhas, de saber como fazer ou o que se pode fazer para personalizar, criar e fazer um evento à nossa medida.

Independentemente do corpo, da idade, da raça ou da nacionalidade, há demasiadas formatações nestes aspectos. A culpa das revistas, dos blogs e formações do perfeito são desajustadas à realidade e aos homens e mulheres do mundo global de hoje em dia! Há que dar sentido ao ser humano e à sua unicidade, seja ela qual for, seja ele de onde for! Queremos pessoas reais, com corpos reais, e histórias reais. Pessoas imperfeitas  com as suas estórias bonitas de amor e de paixão imperfeitas. É essa a realidade, é esse o mundo e é disso que o Bad Bad Maria quer falar.

Viver fora durante 12 anos também me faz acreditar noutro pressuposto que é a exaltação de Portugal, não só como destination wedding, mas como território a valorizar e perceber que “não, o nosso país não é perfeito”, mas é lindo, tem sítios maravilhosos e imensos fornecedores de casamentos de qualidade. Deste pressuposto de valorização nasce também a minha vontade de formar ou ensinar, trazer ou conversar com especialistas das várias áreas para todos aprendermos e, principalmente, nos inspirarmos.

A disponibilização de uma lista de serviços criativos para que os noivos possam pesquisar e escolher quem contratar para construírem os seus sonhos através deles é também um dos nossos objectivos.

Inspiração é uma das minhas grandes missões através dos podcasts. Apaixonada que sou por storytelling esta é a minha contribuição para a transmissão de estórias porque acredito que todos temos algo para contar, aprender e ensinar, quer sejam essas pessoas ligadas aos casamentos alternativos ou não. Há imensa gente com vinte, trinta anos de trabalho nos casamentos com imenso para contar e ensinar.

Comunicação poderia ser o meu nome do meio, pois desde que me conheço que adoro pessoas, falar e comunicar, principalmente quando o assunto me apaixona e me transporta para o meu mundo. Entrar na Indústria da Felicidade, materializada nas festas de casamento, tem sido a descoberta de um mundo novo, de beleza única, não há nada mais bonito do que a felicidade: partilhar a felicidade, quer seja a dos noivos, a nossa ou aquela que lhes proporcionamos!

É uma bênção trabalhar, e continuar a trabalhar, nesta indústria a realizar sonhos de casais sempre convosco do meu lado!

 

 

 

 

 

 

Como surgiu o nome Bad Bad Maria

 

Mau, mau Maria que o gato já mia! Esta é uma expressão idiomática, conhecida por todos os portugueses, apesar de não se saber exatamente a origem do seu significado. Pode ser usada de forma divertida quando achamos que algo não está bem. Esta expressão foi escolhida por ser tão portuguesa; porque as mulheres da vida de Cátia Silva, sua fundadora, terem o nome "Maria"...; e porque quando algo não está bem, tentamos fazer melhor. O Bad Bad Maria começou na organização de festas, casamentos e, recentemente, passou a ser uma plataforma inspiradora que apresenta Portugal como um destino de casamentos a noivos estrangeiros que necessitem de apoio para a concretização do seu sonho.

 

happy wedding

© Pedro Vilela Photography

 

 

 

 

 

Na Imprensa...


É a vida Alvim, Janeiro 2017


Praça da Alegria, Dezembro 2016

Macau Daily Times, Novembro 2016